25.1.07

Que carta sou eu?

Pelando um saco do meu amigo Fillipe, posto também o tema descrito no título.


You are the Hanged Man


Self-sacrifice, Sacrifice, Devotion, Bound.


With the Hanged man there is often a sense of fatalism, waiting for something to happen. Or a fear of
loss from a situation, rather than gain.


The Hanged Man is perhaps the most fascinating card in the deck. It reflects the story of Odin who offered himself as a sacrifice in order to gain knowledge. Hanging from the world tree, wounded by a spear, given no bread or mead, he hung for nine days. On the last day, he saw on the ground runes that had fallen from the tree, understood their meaning, and, coming down, scooped them up for his own. All knowledge is to be found in these runes.


The Hanged Man, in similar fashion, is a card about suspension, not life or death. It signifies selflessness, sacrifice and prophecy. You make yourself vulnerable and in doing so, gain illumination. You see the world differently, with almost mystical insights.


What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.

24.1.07

De que vale a nossa história nesse blog?

Eu não me aprumo mesmo. Insisto em escrever textos questionadores e a começar escrevendo sobre algo que nada tem a ver com o tema. Dito isso, posso começar.
Estava eu, após a minha quarta aula de kung-fu (depois do meu retorno aos treinos), procurando por alguma droga semelhante ao gelol para meu ante-braço direito que estava em flagelos. Por sorte, lembrei que havia um Vick VapoRub (para quem não sabe, o que vale ouro no gelol é a cânfora, presente também no famoso descongestionante). Ele estava guardado na segunda gaveta de minha mesa de cabeceira, naqueles lugares típicos que jogamos coisas que achamos que vamos precisar um dia.
Eis que um objeto me chama a atenção. Foi o presente de uma ex-namorada que muito me fez sofrer. Pensei: o que raios isso ainda faz aqui? Fiel seguidor da tônica de se livrar daquilo que não quer se lembrar, tratei de pegar as poucas lembranças que ainda restavam e separá-las para encaminhar ao destino final de todas as coisas: o Aterro Sanitário de Gramacho ou então alguma recicladora (ou quem sabe até sofrer um processo de reintegração de posse e ser vendido na Uruguaiana, mas, nesse texto, não é o que importa apesar de ser uma grande lição).
Porém, havia um motivo maior para que aqueles objetos estivessem ali guardados. Era a gaveta das "lembranças e presentes de ex-namoradas, casos e amigas" (que fique claro que amigos não dão lembranças - o que pode nos levar a discutir a teoria da amizade entre homens e mulheres, mas não hoje). Aquilo estava ali esquecido havia uns dois anos (para quem interessar possa, já virou papel picado).
Mas não pensem que discorrerei sobre um tema fúnebre como este. Nessa mesma gaveta encontrei cartas, notas e bilhetes velhos... mas bota velhos nisso. Há textos que vão fazer 10 anos. E comecei a ler.
Caramba, que viagem (se eu fumasse maconha certamente teria visto algum valentão me encarando). Acho que nenhum psicólogo, padre ou webmaster descobriu esse tipo de "terapia". Cada um desses textos trouxe memórias perdidas sobre minha personalidade. Quem eu era, quem eu queria ser, o que eu passei e como cheguei até aqui. Não é uma biografia, é muito mais que isso.
A viagem não foi longa, mas foi o suficiente para me empolgar a voltar a escrever no blog. Por quê? Por que lendo alguns desses papéis eu vi o quanto é importante para uma pessoa saber a sua própria história. Afinal, o que é que você vai contar para os seus netinhos, hein?? Brincadeiras à parte, os poucos que eu li me chamaram muito a atenção.
Uns porque me lembraram da energia que eu transmitia. Alegre, confidente, consultor sentimental (já perceberam que quem dá mais palpite é quem menos se dá bem? Mas essa é outra teoria). Outras pelo meu romantismo infantil, imaturo... minha inexperiência em relacionamentos. E eu achando que não sabia escrever belos poemas...
Por que não escrevemos mais cartas? Cartões são pouco utilizados. Bilhetes então... puff... sumiram. Maldito e-mail, post it, MSN, scrap. Como era boa a sensação de esperar a resposta ao bilhete entregue sorrateiramente por baixo da carteira. E a adrenalina de escrever em cima do caderno, confundindo a professora do curso de inglês, buscando a palavra perfeita: aquela que instigasse e que não fosse direta. Aquele amor platônico oculto por pequenos pedaços de papel enrolados, escritos até a borda.
Não sei... talvez não seja culpa mesmo das ferramentas eletrônicas. Talvez amor e paixão amadureçam e sejam diferentes quando chegamos aos vinte. Será que não vemos mais graça nessa inocência? Pode ser... não sei se sinto falta disso. Só sei que me fez bem saber que fui assim um dia. E também me faz bem saber como sou hoje. Um sorriso infantil, daqueles impossíveis de esconder e que contagiam qualquer adulto, poluiu meu rosto amadurecido, com barba e pouco cabelo.
Quero dedicar mais tempo a escrita dos meus sentimentos e pensamentos (ainda com o medo dos riscos que a exposição escrita destes trazem para os relacionamentos). Não somente pelo bem que me faz hoje quando trabalho, mas pelo sorriso que não perceberei dar ao ler novamente cada postagem (o que me leva a crer que a internet não veio só para o mal).
Minha gaveta está aberta a todos que quiserem conhecer (e quem sabe reconhecer-se) um pouco sobre essas minhas fases. Obviamente só falo isso porque o grupo de quem lê é bem seleto (e reduzido ainda mais porque há meses não escrevo).