Olha só, não faz nem um dia!
Nunca gostei muito de ir a shows... quem sabe pela experiência traumatizante de aos 14 anos (áureos tempos dos Raimundos) ficar asfixiado com a fumaça dos baseados num show no Imperator e participar de um "mosh" involuntariamente. Ou quem sabe por ter perdido o show das bandas que eu mais gostava (Guns e Aerosmith) e ter ido em um show do Bon Jovi.
Depois veio o Rock in Rio. Já mais mocinho, tive o prazer de pular num show de rock com mais autonomia. Numa roda de pura lama, pulei ao som do Red Hot e resolvi chegar até a grade para ver de perto. Lutei contra a população de loucos gritando "Give it away" (é esse mesmo o nome). Depois de perder 30 minutos do show para chegar na porcaria da grade, vi que não tinha nada demais, apenas a sensação confortável de milhares de pessoas te empurrando contra ela, os gritos mais estridentes que uma mulher pode soltar e um bando de seguranças carregando essas mesmas mulheres que desmaiavam à toda hora por um corredor livre, oxigenado e com uma ducha maravilhosa.
Malandro que sou, usando de todo meu talento como ator, resolvi encenar o ato do "passando mal". Pedi ajuda para um pequeno senhor de descendência africana. E ouvi a seguinte resposta: "humm... passando mal né? Aí galera, o mané aqui tá passando mal!!" Antes que eu pudesse pensar em dar meia volta e enfrentar novamente aquelas maravilhosas mulheres gritando, esse gentil senhor e seus comparças me agarram pelas roupas e me tacaram para dentro da grade. Mas acho que justamente nesse momentos que uns 5 seguranças me ajudaram, toda a galera que estava no Rock in Rio resolveu tacar latinhas, garrafas d'água, pedras e tudo caía exatamente sobre o meu corpo. Pelo menos valeu a ducha.
Mas esse Pearl Jam foi sem graça. Novamente, penso se estou ficando velho demais. Fiquei lááá atrás, curtindo o som (pulando e gritando bastante, é verdade, afinal, é Pearl Jam) pensando que gostaria de estar mais perto, num ponto mais alto para ver o show melhor. Não teve aventura, não teve adrenalina, minha voz no dia seguinte estava ótima... que saudades de quando eu apanhava. Valeu, valeu a pena. Mas foi muito menos do que eu esperava.
Reflexão
Como dói você descobrir (ou perceber) que alguém que você amava nunca considerou você como alguém que a amava. Que você não vale nem a lembrança. Me pergunto se é melhor assim. Dói, mas a vida continua. Nem por isso vou deixar de acreditar que vale a pena não ser como todo mundo. Vale a pena ser como eu.
A cabeça está voltando a ficar pesada. Pensando na vida...

3 Comments:
Realmente eu acho que a gente ficou longe demais... mas eu consegui ficar rouco assim mesmo, eheheh
E ainda no pique, fui eu de novo pra um show ontem, dessa vez Zeca Baleiro.
Quanto à reflexão, por mais que doa eu acho que essa constatação acaba sendo benéfica por te ajudar a ver o quão nada a ver era aquilo e te ajuda a esquecer e voltar à realidade
hahaha no Rock in Rio 2007 eu vou "passar mal" para ser levada ao corredor com a tal ducha maravilhosa!
Não entendi muito bem sua reflexão, mas seja lá o que for concordo com o q o Fillipe disse.
Quanto a cabeça pesada a minha é + que a sua, pois eu tenho muito cabelo! ehehe Não resisti ... ;)
ahaahahahah Boa!!
E dessa vez não fui eu, hein!
;P
PS: não sobrou um restinho daquela feijoada não? Podia rolar um enterro dos ossos... ahahahah
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