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Sou engenheiro! Finalmente! Quer dizer, ainda falta o projeto final e algumas burocracias da UFRJ. Mas eu já colei grau, participei da cerimônia, fiz uma feijoada comemorativa com meus amigos (ganhei um vídeo "Arquivo Confidencial" e tudo). Então eu já me considero engenheiro.
A colação foi divertida. Meus amigos me disseram que eu parecia um padre (alguns disseram viadinho) porque fiquei todo quieto. Não mexia uma palha, não levantei um cartaz. Fiquei só com um sorriso panaca o tempo todo. É duro ter que agradar a amigos e pais. Decidi escutar as gracinhas dos meus amigos do que as reprovações do meu pai.Enquanto os momentos passavam durante a colação (e os dias anteriores e posteriores à ela) fiquei tentando anotar (mentalmente) diversas coisas para registrar aqui. Obviamente que eu deveria ter lembrado que não posso contar com a minha memória. Porém, vai aqui um registro do e-mail que envei para uma amiga minha que talvez dê alguma idéia do que é para mim me formar. Quem sabe depois eu comente algumas outras coisas."Olha que supimpa... meus olhos parecem de peixe morto por overdose, esbugalhados para fora e vermelhos... meu estomago ronca como se fosse um elefante. Nessa casa não sai fumaça e minha mãe foi dormir (HAAAAA, dormir...) tem horas. Agora estou esperando para ver se vai sair café da manhã (pra dizer a verdade até pensei em ir na padaria comprar agora)... meus pés e meu nariz tão parecendo picolé. Ô friozin da porra q fez hj de noite.. meus dedos estão no formato do teclado...
Mas sabe o que é isso tudo? ESSA PORRA DE PREGUIÇA QUE EU NÂO ME LIVRO NUNCA! SE TIVESSE FEITO TUDO DIREITO, TAVA DORMINDO, IGUALZINHO AOS MEUS AMIGOS.
Ai ai... pronto... passou. Lá vai ele em anexo. Não achei bom não, mas fiquei feliz com o resultado de 8 horas ininterruptas de trabalho. Eu até acho que gosto do tema. :)
Bjs,
Duda
ps.: esse horário do e-mail é de verdade mesmo. São 6hs da manhã... :)
ps2.: vejo uma luz no fim do túnel! Consegui deixar de dormir para fazer algo para a faculdade... mas acho que foi muito mais por você do que por qq outra coisa. Isso é a maior prova de amor que posso te dar. Troquei meu sono por vc! haha"
Eu sabia....
Pessoal, esse é um texto que escrevi em 27 de Abril desse ano e não publiquei. Como acho ele muito eu e, na época, tinha medo que as pessoas que liam esse blog lessem ele e continuassem a não me entender, preferi deixar para quem sabe no futuro publicá-lo. E agora, relendo, libero essa minha fase dolorosa. Vale lembrar que já fazem 8 meses e muita água já rolou. Mais consciente, menos rancoroso, deixo a vida me levar."Idiota... babaca... mané... pela-saco... que mais? Viadinho... otário... Isso pelo conceito masculino. No conceito feminino fofo e bonzinho.Eu te disse!! Eu te falei! Eu sabia!Acontece. Quem não arrisca não petisca. Foda-se.Acontece o caramba... novamente, volto (ou tento voltar) ao status de carioca-babaca-marrento-sem-sentimento. Por quê? Porque não vale a pena ser diferente. Pelo menos por enquanto. Porque só conheci pessoas que preferiam valorizar os pontos negativos e as atitudes que chateavam do que os eventos que construíam a parte boa do sentimento. Porque não há disposição alguma para entender o que o outro sente, como age e porquê. Obviamente há nessas histórias uma grande parcela de falta de química. Mas por que com tanto egocentrismo?Por que a satisfação acaba sendo medida com as vezes que se irrita e não com as vezes que se sorri? Por que essa busca ou expectativa pela perfeição? Por que uns cedem mais que os outros? Por que essas sensações? Por que sempre é o outro tem algo que não bate comigo e não eu que bato com ele?Pior é ficar pensando, novamente, nisso tudo. É achar que tem algo errado com você e não com os outros. Ficar consumindo o seu sono pensando no que deveria ter sido feito ou dito, ou no que gostaria de ter dito, de explodir para o mundo. Pensar que não queria ter chorado e sofrido e que estava certo quando não quis se expor.Ficar pensando o quão otário você foi de assumir os riscos, enfrentar seus medos, acreditar no sentimento recíproco, procurar entender as atitudes negativas e tudo isso não valer para nada. Só servir para, mais uma vez, sofrer.Enfim, não vale a pena, pelo menos por enquanto, acreditar no amor. Porque depois de tanto pensar em mim e no que posso estar fazendo de errado, penso que não há pessoas no meu círculo que tenham a mesma maturidade que tenho para um relacionamento. Admito tristemente uma série de pontos fracos em minha personalidade que com certeza atrapalham quando a relação se torna mais séria. Mas sei que todas as pessoas possuem essas características negativas. O que incomoda é que eu acredito conseguir distinguir o "não gostei disso" com o "não gosto dela".Concordo... há uma distância enorme entre "não gosto dela" e "não conseguirei viver com ela". Mas e aquela história de viver o momento? E aquela história, quando reconciliamos, de esquecer o passado? E aquela história, quando você é o novo namorado, de que não há comparações? Tudo baboseira. Chega na hora, é mais forte o lado "como eu sou" do que "como eu poderia ser". As pessoas só decidem mudar quando se ferram feio, sempre para não sofrer e não para não machucar. Okey... faz sentido.Entro em conflito quando me acho mais maduro que os outros e me lembro que nunca tive um relacionamento longo. Entro em conflito quando vejo que esses pensamentos se repetem, pois assim percebo alguma culpa em mim.Só há uma coisa certa por enquanto: não vale a pena acreditar no amor. A felicidade momentânea na crença nele não compensa a dor quando você percebe que ele não existe. É preferível ficar num patamar de felicidade razoável e não ter os momentos de dor.Já pensei assim outras vezes e acabei voltando a atrás. E sei que vou voltar um dia. Porque sou assim: burro (ops, faltou lá no começo). O interessante é que as mulheres fazem questão de que essa característica nunca mude e os homens de que não seja assim. Tanto solteiros quanto casados. Alguém tá sendo hipócrita ou incoerente.Esse ano não quero sofrer por coisas que posso evitar. E ela eu aprendi que posso. Só não aprendi a dizer não quando ela quiser (se quiser) voltar. Mas espero encontrar nos meus amigos a força para isso. Ou pelo menos para entrar numa dessas sem remorço, medo ou as nóias que acabam levando ao sofrimento no final."
Olha só, não faz nem um dia!
Nunca gostei muito de ir a shows... quem sabe pela experiência traumatizante de aos 14 anos (áureos tempos dos Raimundos) ficar asfixiado com a fumaça dos baseados num show no Imperator e participar de um "mosh" involuntariamente. Ou quem sabe por ter perdido o show das bandas que eu mais gostava (Guns e Aerosmith) e ter ido em um show do Bon Jovi.Depois veio o Rock in Rio. Já mais mocinho, tive o prazer de pular num show de rock com mais autonomia. Numa roda de pura lama, pulei ao som do Red Hot e resolvi chegar até a grade para ver de perto. Lutei contra a população de loucos gritando "Give it away" (é esse mesmo o nome). Depois de perder 30 minutos do show para chegar na porcaria da grade, vi que não tinha nada demais, apenas a sensação confortável de milhares de pessoas te empurrando contra ela, os gritos mais estridentes que uma mulher pode soltar e um bando de seguranças carregando essas mesmas mulheres que desmaiavam à toda hora por um corredor livre, oxigenado e com uma ducha maravilhosa.Malandro que sou, usando de todo meu talento como ator, resolvi encenar o ato do "passando mal". Pedi ajuda para um pequeno senhor de descendência africana. E ouvi a seguinte resposta: "humm... passando mal né? Aí galera, o mané aqui tá passando mal!!" Antes que eu pudesse pensar em dar meia volta e enfrentar novamente aquelas maravilhosas mulheres gritando, esse gentil senhor e seus comparças me agarram pelas roupas e me tacaram para dentro da grade. Mas acho que justamente nesse momentos que uns 5 seguranças me ajudaram, toda a galera que estava no Rock in Rio resolveu tacar latinhas, garrafas d'água, pedras e tudo caía exatamente sobre o meu corpo. Pelo menos valeu a ducha.Mas esse Pearl Jam foi sem graça. Novamente, penso se estou ficando velho demais. Fiquei lááá atrás, curtindo o som (pulando e gritando bastante, é verdade, afinal, é Pearl Jam) pensando que gostaria de estar mais perto, num ponto mais alto para ver o show melhor. Não teve aventura, não teve adrenalina, minha voz no dia seguinte estava ótima... que saudades de quando eu apanhava. Valeu, valeu a pena. Mas foi muito menos do que eu esperava.ReflexãoComo dói você descobrir (ou perceber) que alguém que você amava nunca considerou você como alguém que a amava. Que você não vale nem a lembrança. Me pergunto se é melhor assim. Dói, mas a vida continua. Nem por isso vou deixar de acreditar que vale a pena não ser como todo mundo. Vale a pena ser como eu.A cabeça está voltando a ficar pesada. Pensando na vida...
Nada de novo, tudo ficando velho...
O assunto não é inovador. É bem provável que alguém já tenha se perguntado algumas vezes na vida: "será que estou ficando velho?" Meu sonho de verdade era escrever textos engraçados como os dos meus amigos! :) Mas, como todos sabem, estou apelando para tentar voltar a escrever.
Raios.. será que estou ficando velho? Como eu sei se estou ficando velho? Muitos costumam dizer que se mede a velhice muito mais pelo como se vive e se sente, do que pelo tempo. Há ainda aquele texto famoso de e-mail que diz para contarmos, ao invés dos anos, os sorrisos que recebemos.
Também não sei se importa realmente. Na realidade, acho que esse é um sintoma da velhice (sem conotações negativas). Não se importar com as coisas da vida, com valores e ideais... sempre pensei que viver ou morrer por uma simples idéia era o que me fazia jovem.
Outra coisa que tem me levado a me perguntar se estou ficando velho: o que fazer para me divertir? Boate? hummm.. aquele troço cheio, barulhento, onde as pessoas têm que pegar alguém para se divertir. Prefiro não... jogar palavras cruzadas em casa com os amigos. Bem melhor! Uma praia, um samba. Mas, poxa, que coisa de velho...
E todos amigos casando? Sair é um suplício! É exagero, claro. Mas nem sempre é confortável você ser a vela. Além do que, ao mesmo tempo que por um lado você está de saco cheio da "pressão" de sair em boate, você tem vontade de conhecer alguém legal.
E agora eu penso que me preocupar com tudo isso talvez seja coisa de velho também.
Por fim, sentir saudade de quando nada disso passava pela minha cabeça. Dinheiro, trabalho, futuro não era o que preocupava. E se algo preocupava, era por uma semana.
Mas há uma coisa boa nessa crise dos 25: você já sabe que pouca coisa na vida vale a pena se preocupar. Você aprende que "o que não tem solução, solucionado está".
Outra coisa tem me deixado feliz. Um dos produtos da empresa que trabalho agora é treinamento em gestão de estresse. E uma das coisas que são ensinadas é a agir dessa forma. Pensar que alguém cresce, ganha dinheiro, casa e tem filhos e não consegue entender esse fato da vida me deixa feliz.
Então, lembrem-se disso criançada: "o que não tem solução, solucionado está". Mas pense bem antes de dizer que algo não tem solução!